Por que precisamos de uma semana mundial do aleitamento materno?

Desde a revolução industrial e com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, surgiram várias alternativas à alimentação de recém nascidos e bebês. No início foi uma catástrofe, muitas vidas foram perdidas e aí a indústria que respondeu a este chamado passou a cometer um outro equívoco: buscar soluções para tratar doenças provocadas por uma prática inadequada. Nunca foi considerado criar alternativas para que a mulher entrasse no mercado de trabalho e as crianças continuassem mamando. Para agravar este cenário, uma vez que leites sintéticos viraram um produto nas linhas industriais, passaram, pela lógica de mercado capitalista, a ter que atender à lei de oferta e demanda, fazendo surgir assim uma série de propagandas abusivas e enganosas do ponto de vista da saúde, afinal nada substitui o leite materno. As exceções, onde a mulher realmente não tem condições de amamentar passaram a ser tratadas como regra, como se mercado e vida não coexistissem e o cuidado com o desenvolvimento pleno não só da criança, mas de todas famílias envolvidas, pudesse ficar de lado. Por isto e para fortalecer a rede que apoia as diversas mulheres nesta situação, é que temos não apenas esta semana mas todo o mês de agosto como forma de valorizar e não deixar sucumbir a nutrição da vida e de uma sociedade cada vez mais humana.


Foto Renata Penna


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